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CONTROLES
NA MINERALOGIA ACESSÓRIA DE ROCHAS INTERMEDIÁRIAS A AGPAÍTICAS DO TAQUARI -
MACIÇO ALCALINO DE POÇOS DE CALDAS (MG-SP). G.A.R. Gualda (1)
& S.R.F. Vlach (2) Na porção Leste do Maciço Alcalino de Poços de Caldas, na região do
Taquari, ocorrem três pequenos corpos de rochas agpaíticas variáveis
textural- e estruturalmente, intrusivas em fonólitos e nefelina sienitos
miasquíticos. As rochas estudadas são maciças, leucocráticas, inequigranulares,
caracterizadas por uma trama principal hipidiomórfica seriada composta por
feldspato alcalino e nefelina, cujos interstícios são ocupados por egirina e
acessórios. Três grupos podem ser discriminados com base nos acessórios
presentes, caracterizados por: (1) eudialita-eucolita e
pectolita como grandes cristais intersticiais xenomórficos como acessórios
principais, compondo rochas semelhantes às dos demais tipos agpaíticos do
Maciço; (2) pectolita e lorenzenita (exclusiva deste tipo) como
agregados intersticiais de prismas idiomórficos; (3)
eudialita-eucolita como cristais idiomórficos. Nos tipos (1) e (2)
a egirina predominante aparece como cristais subidiomórficos zonados; subordinadamente,
aparece como longos prismas idiomórficos disseminados, discordantes à
estrutura dos demais minerais, associada a zeólitas e lamprofilita. No tipo (3)
esta segunda variedade é predominante, por vezes formando veios, o que indica
intensa alteração pós-magmática. Análises químicas em rocha total de 8 amostras de rochas agpaíticas do
Maciço foram obtidas com ICP-AES; o método de abertura foi a fusão alcalina.
Análises químicas em minerais foram realizadas com microssonda eletrônica
(WDS, 15-20kV, 20-50nA, 20m m). A análise dos dados geoquímicos mostra que as rochas do tipo (2)
são as mais ricas em CaO (2,04-2,05% em peso de óxido), MgO (0,37%), SrO
(0,44-0,56%), BaO (0,11-0,13%) e TiO2 (0,85-0,98%) e mais pobres
em Al2O3 (18,5-18,9%) e ZrO2 (0,08-0,15%),
revelando-se transicionais entre termos miasquíticos e agpaíticos. A presença de lorenzenita (Na2Ti2O9)
em detrimento a outros zirconossilicatos mais comuns como a
eudialita-eucolita mostra o controle da composição global na determinação das
fases acessórias a cristalizar. As análises químicas de lorenzenita mostram
que teores relativamente altos de Nb no liquidus levam à sua
substituição em lugar do Ti segundo um mecanismo acoplado com proporção Nb5+/Fe2+=2/1,
enquanto teores baixos levam à atuação de um mecanismo com proporção Nb5+/Fe3+=1/1.
Caracteriza-se um controle intrínseco, ocasionado pelo maior potencial iônico
do Nb5+ e pela maior semelhança do seu raio iônico com o do Ti4+
em comparação com os de Fe2+ e Fe3+. Por outro lado, pectolita (Na[Ca,Mn]2Si3O8[OH])
e lamprofilita presentes no tipo (2) revelam-se as mais ricas
em Ca (77-87% molécula cálcica na pectolita; 0,84-1,17% CaO na lamprofilita)
de todo o conjunto analisado, o mesmo ocorrendo com os teores de BaO da
lamprofilita (0,58-1,33%). Isto mostra um controle externo nas razões Ca/Mn
da pectolita e nos teores de CaO e BaO da lamprofilita, função dos teores
destes elementos no magma. Por último, os valores de SrO da lamprofilita (14,7-17,5%) são próximos
ou mais baixos que a média (17,0%), ao contrário dos teores em rocha, que são
os maiores, indicando que a incorporação é controlada por outros fatores,
intrínsecos ao mineral ou dependentes das condições de cristalização. (1) Bolsista
PIBIC/CNPq; (2) Orientador |